Durante muito tempo, a lógica por trás do SEO era simples: garantir bons rankings nas páginas de resultados dos buscadores para capturar o clique daqueles que já tinham uma demanda clara. O trabalho girava em torno de palavras-chave, backlinks e estratégias para convencer um algoritmo, feito para interpretar humanos, de que aquela marca merecia estar no topo. Mas tudo mudou. E se ainda parece igual para você, talvez valha abrir os olhos.
Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto a transformação provocada pela inteligência artificial. Vejo isso tanto nos clientes que atendo pela Selia Full Commerce quanto nas análises que faço sobre negócios digitais. Meu foco recai cada vez menos sobre os rankings em si e mais em um ponto que muita gente subestima: autoridade construída para seres humanos e para as máquinas que intermediam as escolhas.
A chegada da IA e o novo jogo da influência
Hoje, quando alguém faz uma pergunta numa plataforma com IA, a resposta costuma vir pronta, resumida em poucos parágrafos, e só um número limitado de marcas aparece. Isso significa que, para boa parte das buscas, a chance de virar um clique diminui muito, enquanto a quantidade de pontos de contato cresce exponencialmente.
Já não se trata apenas de proteger tráfego. Em vez disso, vejo como uma chance de criar demanda. Quando um nome é citado como referência por uma IA, essa marca entra direto na mente do comprador, antes mesmo da comparação de fornecedores. Faz parte de uma lista mental cujo impacto só aparece lá na frente, quando a decisão é tomada.
Não é só discurso: segundo estudo da Nexus, 37% dos brasileiros já tiveram uma decisão de compra influenciada por alguma ferramenta de IA. E de acordo com dados do IBGE, a adoção de IA nas empresas mais que dobrou em apenas dois anos. Isso não é moda: é transformação concreta.
Outro dado que me chama atenção: 79% dos usuários brasileiros usam IA para aprender e buscar informações, de acordo com pesquisa da Ipsos/Google. Ou seja, as pessoas estão confiando cada vez mais nas respostas automatizadas para formar opinião, escolher produtos e comparar soluções.
De palavras-chave a entidades: tornando a marca compreensível para as máquinas
Depois de muita análise e testes, entendi que o SEO agora deve ser um trabalho para tornar marcas facilmente reconhecíveis por sistemas automatizados. Nunca foi tão importante responder perguntas como: “Quem é essa empresa?”, “O que ela faz?”, “Que problemas resolve e onde atua?”
Entidades não se resumem a nomes de marca. Significam tudo o que representa sua expertise, missão, soluções e impacto. É preciso que essas informações estejam em estruturas organizadas, usando dados claros, citações confiáveis e sinais replicados em múltiplos canais. O projeto que conduzo com a Selia Full Commerce, por exemplo, coloca esse tipo de organização na frente até mesmo do clássico SEO on-page.
- Citações externas: Menções por outros sites e especialistas validam quem você é.
- Consenso: Repetição de pontos de vista e valores alinhados entre diferentes fontes e canais.
- Avaliações e depoimentos: O que clientes reais dizem se tornou parte do “banco de dados” usado por IA.
- Dados verificáveis: Informações públicas, informações oficiais e conteúdos que podem ser checados pela IA.
Se antes eu dedicava muito do meu tempo a refinar conteúdos ou conseguir links, hoje vejo mais retorno ao garantir que minha narrativa, missão e diferenciais estejam claros, consistentes e presentes em todas as plataformas relevantes, inclusive no contexto das vendas movidas por IA.
A familiaridade construída nas plataformas de IA
Existe um “efeito colateral positivo” nessa história. Muita gente esquece que a IA faz parte das ferramentas do cotidiano: buscadores, apps de produtividade, assistentes de voz, FAQs, chats de e-commerce. Ou seja, ao ser citado de maneira relevante nessas conversas, a marca deixa de ser só “anunciada” para ser integrada à experiência. E isso não tem o tom intrusivo da publicidade convencional.
Essa familiaridade construída “de dentro para fora” cria confiança muito antes da pesquisa comparativa. É algo que vai se somando: quanto mais uma marca aparece de forma consistente em respostas e assistências em ambientes automatizados, mais ela é percebida como referência. Discuto bastante sobre esse fenômeno quando abordo o uso de IA generativa em canais de comunicação dentro das estratégias digitais.
Controlar a narrativa exige mais colaboração e foco
Eu percebo que controlar a história da marca ficou mais complexo. Não basta criar um “sobre nós” bonito no site. Precisa ter consistência e concisão em tudo: redes sociais, perfis públicos, notas para imprensa, diretórios, marketplaces, entrevistas, treinamentos.
Basta uma mensagem desalinhada para confundir as IA e perder espaço nas recomendações.
O caminho é simples, mas exige prática:
- Trabalhar junto com branding, comunicação e times de produto para alinhar pontos-chave da narrativa.
- Escolher poucos diferenciais e problemas para dominar, evitando falar superficialmente de tudo.
- Padronizar discurso em diferentes canais, o que facilita que a IA identifique “a essência” e repita a mesma história sempre.
Isso faz toda diferença na clareza como as máquinas “enxergam” a autoridade da marca. O artigo sobre ChatGPT e negócios digitais aprofunda muito bem esse assunto, vale a leitura para quem quer ir além dos fundamentos.
Medindo resultados: do ranking ao impacto real
Uma das armadilhas mais comuns neste novo cenário é insistir nas mesmas métricas de sempre. Rankings e cliques continuam interessantes, mas costumam mostrar apenas uma parte da história. Na prática, quando observo o efeito dos projetos que conduzo, o que realmente conta é:
- Aumento de buscas pelo nome da marca: prova de que ela entrou no repertório das pessoas.
- Tráfego direto nos canais próprios: mostra que as pessoas já querem ir direto, sem intermediação.
- Qualidade dos leads: leads mais bem informados, que já chegam com intenção formada, são cada vez mais comuns.
- Resultados do cliente: analisar como a influência em respostas de IA impacta vendas, NPS e recorrência.
Lendo o artigo sobre SEO gratuito e estratégias atuais, reforço ainda mais minha percepção: medidores tradicionais como número de impressões podem enganar, porque a real autoridade agora está na lembrança e na preferência.
O novo papel do SEO: estratégia de crescimento, não só canal tático
O que tudo isso me revela? SEO deixou de ser só uma disciplina técnica voltada à captação de demanda já existente. Agora, tornou-se um motor estratégico para geração de influência, intenção e preferência. Sua função vai além da otimização de páginas, está muito mais presente na jornada de criação de contexto e na arte de tornar marcas fáceis de serem reconhecidas, replicadas e recomendadas tanto por humanos quanto por máquinas.
Minha sugestão, comprovada no dia a dia em projetos de e-commerce, é simples: invista para tornar sua narrativa consistentemente clara e forte nos ambientes em que as pessoas e as IA tomam decisões. Repense seus diferenciais, domine poucos problemas, padronize o discurso e meça cada vez mais o impacto no longo prazo, não apenas no próximo relatório de posições.
Se você tem interesse em construir essa presença digital sólida e inovadora com apoio de diagnósticos e estratégias realmente atuais, conheça o trabalho que desenvolvo e veja como posso ajudar seu negócio a crescer na era da IA. Aproveite também para conferir perspectivas sobre o uso de inteligência artificial no e-commerce e dar o próximo passo para sua marca ser referência não só para algoritmos, mas na mente dos consumidores.
Perguntas frequentes sobre autoridade, IA e SEO
O que é autoridade em SEO na IA?
Autoridade em SEO no contexto da inteligência artificial significa ser reconhecido pelas máquinas como referência confiável e clara sobre determinado assunto, marca ou solução. Não é só posição nos rankings, mas sim construir um perfil consistente e validado em todas as fontes relevantes para que a IA possa citar sua marca de forma legítima e priorizá-la nas respostas.
Como construir autoridade além dos rankings?
Na minha experiência, a construção de autoridade vai além das otimizações técnicas. É fundamental alinhar sua narrativa com branding e comunicação, garantir que suas mensagens estejam claras em todos os canais, fomentar citações espontâneas e consistentes sobre a marca e focar em poucos diferenciais centrais, facilitando que a IA reconheça quem você é e o que resolve.
Vale a pena investir em IA para SEO?
Sim, vejo resultados cada vez melhores em negócios que se adaptam ao novo contexto de busca e decisão mediado por IA. A IA já influencia como as pessoas aprendem, tomam decisões e escolhem fornecedores. Ignorar essa transformação é perder oportunidades de construir familiaridade e preferência antes do momento de decisão do consumidor.
Quais estratégias de autoridade funcionam hoje?
Hoje, recomendo estratégias como: fortalecer a consistência da narrativa, alinhar pontos-chave em todos os pontos de contato digitais, gerar avaliações e depoimentos autênticos, conseguir menções em veículos relevantes e organizar dados verificáveis em formatos que sejam facilmente compreendidos por assistentes virtuais e motores de busca.
Como medir autoridade no contexto da IA?
Sugiro observar a evolução de buscas com o nome da marca, analisar o aumento do tráfego direto, avaliar a qualidade dos leads que chegam até você e medir como a sua presença em respostas de IA influencia o resultado final dos clientes, seja em vendas, retenção ou satisfação.

